segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Perdição

Perder-se também é caminho. (Lispector, Clarice)

Ela tem todas as faces, todos os rostos, e principalmente os que mais agradam, mais encantam. Ela aparece em quase todas as formas, quase todos os lugares, e nas horas em que estamos mais sensíveis, ela chega com força.

Em todos os caminhos que seguir, ela vai estar lá com um doce sorriso, esperando a hora da sua fraqueza, afinal é assim no começo: tudo parece bom, tudo fica bem, até que sua vida vai sendo arruinada.

Porém, tudo nada vida é questão de escolha, já dizia Clarice Lispector.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

algo (um pouco) pessoal.

"Não sou um rosto, uma expressão, nem um conceito. Falo sem pensar, às vezes tão sem pensar, que machuco as pessoas. Na hora do desespero acabo falando besteiras e mais besteiras, sem perceber. Eu odeio rotina, odeio horários, odeio acordar e dormir. Sou sensível, e penso mais antes de tomar atitudes, afinal, atitudes são responsabilidades. Sou desorganizada, e triste, mas sou triste por natureza, algo que vem não se sabe quando. Me apaixono facilmente, me desapaixono fácil. Me apego fácil, mas quando desapego dificilmente me apego de novo. Dificilmente as pessoas me escutam, ou me entendem. E às vezes enquanto deveria apenas ouvir, acabo falando sempre mais do que deveria. E eu enjôo de (quase-) tudo, provavelmente vou enjoar de escrever, (um dia) também." (Escrito 14/02/2008)


E é mais ou menos isso mesmo.


Obs.: Cada dia acho que palavras antigas se aplicam (cada vez mais) aos dias de hoje. (fato)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

" Tem coisas que não dá pra esconder
Que todo mundo vê
Que se pegam pelo olhar e vive uma mentira
Ou mentem pra viver como uma frustração
Ou como uma saída
O tempo revela todas as respostas dentro de cada um
"


( Entre nós dois - Nxzero )

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Ctrl C + Ctrl V

Copiar e colar, apagar. Eu só tenho visto minha vida se repetir com essa mesma fórmula, de um jeito cansativo. Só me vejo decepcionando pessoas, só me vejo me reprimindo. Acabo me agradando, mas sendo egoísta, e não agradando a mais ninguém. Ou agradando os outros e me esquecendo de mim mesma. Eu cansei da minha vida de Cd arranhado, que repete as mesmas falhas, sempre que você escuta. Eu cansei dos velhos problemas, e daqueles mesmos erros de sempre, que se escondem na minha sombra, e esperam as horas de maior fragilidade para me atacarem. Eu cansei de tudo um pouco, e cansei de mim mesma. Por decepcionar, quem eu menos queria decepcionar, e por ter me reprimido, sem precisar. Eu só o que sou, eu sei que não posso ser o que não sou, e sei que mesmo com tudo, e todos, eu preciso expor minha cabeça, minha mente. Não a minha vida, mais as minhas idéias. Sou um pouco revolucionária, e cabeça-dura, mas sei o que quero, e preciso aprender a ser mais eu mesma apesar de tudo. Eu sempre estou tão confusa, que acabo pegando um pouco de raiva de mim. Malditas idéias rápidas.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

sinceridade.

É tão delicado falar o que pensa. Se for muito direto, é grosso, estúpido. Se não falar, é bobo, reprimido. Eu sempre tento falar, e acabo sendo repreendida. As pessoas pensam e não falam, mas eu não posso pensar e dizer? Por quê? Porque seria indelicadeza. Sinceridade não mata, e dizer o que pensa sem pensar é só mais uma chance de errar e aprender com erros. Afinal, antes sincero do que mentiroso. E sinceridade não significa dizer tudo o que vir na cabeça e sim, dizer o que se pensa , sabendo o que está dizendo, tendo plena consciência do que diz, do que faz.


Bom, e estou cansada de ser repreendida, de ficar calada e (consequentemente) infeliz. É difícil essa vida de sinceridade. Afinal, quantas pessoas estão realmente dispostas a ouvir a verdade? E quantas pessoas estão dispostas a falar? Todos acabam sempre numa falsidade absoluta, e acabam sendo o que não são mentindo, e agindo como se fossem outras pessoas.


Já dizia o começo daquela velha canção de abertura de Sailor Moon. "Mesmo querendo não posso ser sincera." Afinal, poucas pessoas estão preparadas pra isso.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

love

Lovelovelove. Ar, branco, vácuo.
Lovelovelove. Leis de física, internet, bebida.
Lovelovelove. Coisas fúteis, discos, música.
Lovelovelove. Joguinhos, poesia, sinceridade.
Lovelovelove.

pronto, não vem mais nada na minha cabeça.

domingo, 27 de julho de 2008

New resolution.

Queria poder reformular tudo, mudar interiormente e exteriormente, mas é algo praticamente impossível. Como fazer com que as circunstâncias sejam fases se eu mesma SOU uma fase ambulante? Minha inconstância é constante, meus problemas, persistentes, e por mais que eu queira acreditar que tudo vai acabar bem, nada acaba. É confuso e estranho. Essa instabilidade, inconstância, metamorfoses, fazem com que eu perca um pouco da minha opinião estabelecida. Não posso estabelecer, afirmar nada, afinal, amanhã é um novo dia, e talvez queira ser algo que no dia anterior abominava. Alguns chamam isso de cabeça fraca, falta de personalidade, poser, eu não sei como definir, afinal, continuo sendo eu mesma, mesmo que com diferenças. Afinal todos mudam, o único problema é que minhas mudanças passaram de ser algo normal fruto da desmotivação, para uma necessidade, ou algo do tipo. De qualquer forma, finalmente achei um nome que demonstrasse a minha verdadeira face, e mudei de blog.





Começos são sempre assustadores no começo, mas isso não deixa de ser uma ansiedade, então que seja apenas mais experiência pra mim (?).
Troquei de blog, o antigo já não suporta mais minha mente, e meus pensamentos estão extravasando de um jeito que eu não imaginava. E não, eu não sei explicar como.



"Por que o céu?" Simples, porque ele é tão instável, e tão suscetível a mudanças quanto eu. Ele nunca está igual ao que foi algum tempo atrás, mas mesmo assim, continua sendo o céu.